TEMPOCLIMA ENSINA: Massas de ar

 Você já deve ter visto durante a previsão meteorológica apresentada nos noticiários frases do tipo: "a massa de ar frio Polar deve avançar sobre o continente e provocar queda nas temperaturas", ou talvez "uma massa de ar úmido se desloca e pode provocar fortes chuvas". Aqui você vai entender o que são essas massas de ar e como elas influenciam na condição do tempo.

As massas de ar apresentam grande influência nas condições meteorológicas da região em que se deslocam. Elas resultam das variações na intensidade do aquecimento, que ocorre próximo à superfície da Terra, assim como da disponibilidade de água. A classificação das massas de ar é baseada nas diferenças de temperatura e umidade. As distribuições verticais de temperatura e de umidade também são importantes para indicar a maneira pela qual as massas de ar se formam.


Elas são extremamente extensas, tanto na forma horizontal (com centenas de quilômetro quadrados) quanto na forma vertical (com milhares de metros). As características demoram a serem adquiridas, pois o volume das massas é grande e é baixa a condutividade térmica do ar. Sendo assim, suas regiões de origem dependem de condições de tempo uniformes. Deve-se ainda lembrar que as condições de tempo dentro da massa em movimento são função da temperatura da superfície.


A massa de ar encontra-se restrita à primeira camada da atmosfera, onde ocorre a movimentação do ar. Embora denominadas de homogêneas, elas podem apresentar alterações durante seu deslocamento, tornando-se distintas.



Fonte: http://www.fisica.unifei.edu.br.
Massa de ar fria: Uma massa de ar é considerada como fria, quando este ar se desloca sobre uma região mais quente. A camada atmosférica em contato direto com a superfície é aquecida por condução, o que provoca uma instabilidade. O movimento convectivo do vento eleva o ar aquecido para os níveis mais elevados da atmosfera.

Fonte: http://www.recadosonline.com/frio-3.html .

Fonte: http://ciencia.hsw.uol.com.br/massas-de-ar5.htm.
Massa de ar quente: Uma massa de ar é definida como quente, quando esta se desloca sobre uma região relativamente mais fria. Neste caso, gradativamente o ar quente perde calor por condução, devido ao contato com a superfície terrestre, que está mais fria. Essa perda de calor, ou esse resfriamento, aos poucos induz a estratificação do ar e provoca o aumento da estabilidade atmosférica na camada próxima à superfície terrestre, o que inibe o movimento convectivo.

Fonte: http://ciencia.hsw.uol.com.br/massas-de-ar6.htm.

As massas de ar, em fase de formação apresentam diferentes características, o que permite classificá-las em três diferentes tipos: massa de ar equatorial, massa de ar tropical e massa de ar polar.


  1. Massas de ar Equatoriais: originam-se nas regiões de baixas latitudes, ou seja, próximo à Linha do Equador. Devido a essa condição, elas apresentam temperaturas mais elevadas.
    Características:
    Equatorial Marítima: Quente e úmida
    Equatorial Continental: Quente e menos úmida

  2. Massas de ar Tropical: originam-se próximas aos trópicos de Capricórnio e Câncer, entre as latitudes 25º e 30º para ambos os hemisférios. Sua característica é ser bastante úmida, contudo, quando são formadas em áreas continentais, normalmente são secas.
    Características:
    Tropical Marítima: úmida
    Tropical Continental: Fria e seca

  3. Massas de ar Polar: originam-se nas regiões próximas aos polos Sul e Norte, sempre em latitudes superiores a 50º e por esses aspectos, são extremamente frias.
    Características:
    Polar Marítima: Fria e úmida
    Polar Continental: Fria e seca

Fonte: Autor desconhecido.

Referências Bibliográficas

  1. -ALVES, R. A.; VIANELLO, L. R. Meteorologia Básica e Aplicações. 2. ed. Viçosa, Minas Gerais: Ed. UFV, 2012.

  2. -Andrade, K. M.; Cavalcanti, I. F. A. Climatologia dos Sistemas Frontais e Padrões de Comportamento para o Verão na América do sul. CPTEC/INPE.

  3. -Cavalcanti, I. F. A.; Kousky, V. E. Configuração de Anomalias Associadas à Propagação de Sistemas Sinóticos Sobre a América do Sul. Anais do IX CBMET, Campos do Jordão, 1996.

  4. -Varejão-Silva, M. A. Meteorologia e Climatologia. Instituto Nacional de Meteorologia, 417-435, 532p, Brasília, Editora Stilo, 2000.